domingo, 23 de março de 2008

Feliz Páscoa


Significado maior da Páscoa

A ressurreição de Cristo comove por transcender o desaparecimento físico, e, de tal modo, que uma série de religiões associa à chama ressurreição a mais acalentada esperança do homem: a imortalidade.
Tanto faz como cada religião ou crença denomine o que o cristianismo chama de Espírito Santo. Ali se encontra um mistério de energia quem impregna o planeta Terra, envolvendo-o numa irradiação de existência real. Seja espiritual, anímico, mental, psicológico, alcance da mente, pouco importa.
Significa muito, sim a certeza de haver uma forma de irradiação e energia e envolver a planeta Terra a partir da chegada de um ser de luz como Cristo, estarmos diante do mais profundo fenômeno de contato entre dimensões vedadas ao conhecimento da humanidade. O Espírito Santo é a materialização ou o símbolo dessa força ligada à vida, que envolveu o planeta a partir da presença do Mistério. Ele traz a possibilidade da salvação do homem, pela fé e pelo amor.
A fé não é um conhecimento, é um saber. É dimensão de crença, de transcendência, isto é, estender a imaginação para admitir a existência de outro plano, e se tornar reverente diante pele por atribuir-lhe o milagre da vida, da luz, da ordem universal, e por nutrir-se de sua energia misteriosa e das irradiações de bondade, compreensão e amor.
Banhando o planeta com a energia constitutiva do Mistério da vida, a figura de Cristo e o episódio de sua paixão, morte e ressurreição trouxeram ao mundo as energias e vibrações do Espírito Santo, isto é, a força nutris, misteriosa e sagrada responsável pela vida.
A fé não é conhecimento, é saber. É dimensão de crença, estender imaginação para admitir um outro plano.
Falo da celebração de um Mistério no qual vivemos afundados. E, da celebração da Esperança, em nome da qual somos capazes de elevar – pela fé – coração, espírito, imaginação, intuição, sentimento e até inteligência, para proclamar a existência de forças superiores a cujos desígnios (queiramos, ou não) estamos subordinados.
Condenados a desconhece-los, precisamos crer.

Autor: Artur da Távola

Travessia

Quem ainda brinca de criança no domingo de Páscoa e esconde ovos de chocolate no jardim? Resta em nós uma perene idade da inocência. Nostálgicos, evocamos as missas de domingo, as procissões sob andores, o toque salvífico da água benta, o silencia acolhedor de igrejas.
Jesus ressuscitou! – celebra esta festa de aleluias.
Ainda que razão não alcance a dimensão do fato pascal, a intuição capta a crise da modernidade a nos induzir a um mundo sem mistérios e enigmas. Entre angústias e utopias, o último século foi também marcado pelo enigma Jesus.
Deus que se fez homem e, de homem, virou pão. Pai Nosso/pão nosso.
A fé cristã não proclama a ressurreição da alma, mas “da carne”. Jesus é o judeu crucificado, por razões político-religiosas, nas Palestina do Século I, e cujas aparições, como ressuscitado, contradizem as regras da ficção literária. Que o autor criaria um personagem imortal com chagas nas mãos e ansioso por comida? As narrativas evangélicas são, tecnicamente, descrições de fato objetivo. À luz da fé, proclamação de que Jesus é o Cristo.
Antes de cair em mãos de repressão que o assassinou, Jesus fez-se comida e bebida. Poeta e profeta, dominava a linguagem realistas dos símbolos. O pão re partido passar a ser corpo divino; o vinho partilhado, aliança feita com sangue e prenúncio da festa sem fim.
Páscoa é travessia – também para uma ética política, que torne o pão acessível a cada boca, e o vinho, alegria em cada alma. Somos nós que, em vida, precisamos ressuscitar as potencialidades do espírito, premissas e promessas de uma verdadeira dignidade humana.

Autor: Frei Betto

Dia mundial da água

Escassez, poluição e má distribuição do recurso ameaçam a humanidade ainda este século.
No Brasil, de acordo com a Agência Nacional de águas, só 20% dos municípios fazem coleta de esgoto e o índice de tratamento é de 20%, com eficiência discutível. Isso significa que dejetos domésticos não tratados vão parar nos mananciais de onde é retirada a água para a população.
“Aqui no Brasil somos especialistas em transformas água em esgoto”, observa o biólogo Márcio Moscatelli.
Especialista em uso racional da água afirmam: “O problema não é só o saneamento. Falta um programa nacional de racionalização do consumo de água, que já foi instituído em outros países e nunca aplicado aqui. Conscientizar a população é fundamental. “Não dá para fazer dois rios, lagoas e mares depósitos de lixo, jogando garrafas PET, pneus e sacos plásticos, materiais que demoram anos para decompor, causando a mortalidade de peixes”.

Autores: Diogo Dantas e Gislândia Governo

Água: o bem mais precioso

Planeta Terra, 2050. Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), 4 bilhões de pessoas sofrerão com a falta de água. Mudanças climáticas, poluição e desperdício são algumas das ameaças à sobrevivência da humanidade.
Ainda segundo a ONU, o consumo de água no mundo tem crescido a um ritmo doze vezes superior ao da população, o que exigiria mais três planetas para agüentar consumo equivalente ao dos americanos. Maior detentor de água doce, o Brasil tem cerca de 15% de todo o estoque mundial. Entretanto, várias regiões já enfrentam problemas de distribuição, como os estados da região Norte e Nordeste. Nada se compara, porém, aos níveis críticos da África e Ásia.
Em 2008, o Dia Mundial da Água – comemorado em 22 de março de 2008 – dá atenção especial ao saneamento. A organização Mundial de Saúde antecipou parte do relatório que será divulgado no fim do ano, no qual mostra que 2,6 bilhões de pessoas vivem sem acesso a um banheiro em suas casas e são vulneráveis a doenças causadas pela água. Só a diarréia mata dois milhões por ano, a maioria crianças.
Autores: Diogo Dantas e Gislândia Governo

Pobres serão os mais afetado pela escassez

A escassez da água provocada pelo aquecimento global vai afetar cultivos agrícolas e a segurança alimentar das populações mais pobres do mundo a partir de 2020. A previsão foi o grande destaque da segunda parte do Relatório Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) das Nações Unidas, divulgado em 2007
De acordo com o estudo, a África está entre os continentes mais vulneráveis. As previsões apontam que haverá falta de água nessa região, afetando entre 75 a 250 milhões de pessoas. Na Ásia, o número sobre para 1 bilhão.
O derretimento das geleiras de montanhas como o Himalaia, na Ásia, vai provocar o aumento de inundações e enchentes, provocando grande número de mortes por doenças, como a cólera, em vários países da Ásia.
Autores: Diogo Dantas e Gislândia Governo